A noite no imaginário português do final da idade média

Paulo Esmeraldo Catarino Lopes

Resumen


Durante el giro de la Edad Media a la Edad Moderna, no cabe duda de que todas las acciones a bordo, fueron ejecutados por el marinero o por el almirante, eran inseparables de uno imaginario marcado por la fantasía, visiones y temores, especialmente de la noche oceánica. Un sustrato oscuro donde los factores dominantes no tenía nada cuantificable o medible. Fueron antes algo abstracto, que iba y venía en función de la intensidad emocional de las circunstancias y el peso mayor o menor de un patrimonio cultural que transmite una manera muy especial para detectar y reaccionar ante los fenómenos marino.

Abstract: At the turn of the Middle Ages to the Modern Age no doubt all actions on board, whether performed by a sailor or by the Admiral, were inseparable from an imaginary marked by fantasy, visions and fears, particularly from the ocean night. An unclear substratum where the dominant factors were hardly measurable or quantifiable. They were rather something abstract, which came and went depending on the emotional intensity of the circumstances and on the greater or lesser weight, but always present, of a cultural heritage that conveyed a very special way of feeling and reacting before the oceanic phenomena.

 


Palabras clave


Historia; Miedo; Noche; Edad Media; Imaginario marítimo; Fin de la Edad Media; Fear; Night; Maritime imagery; Late Middle Ages

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DOI: http://dx.doi.org/10.18002/ehh.v0i11.3159

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